ECC, Notícias da paróquia › 20/04/2021

INDULGÊNCIA PLENÁRIA

Neste ano, o Papa Francisco promulgou o Decreto da Penitenciaria Apostólica dedicado a São José, o chefe da celeste Família de Nazaré, oferecendo a possibilidade de todo fiel católico de obter até o dia 8 de dezembro de 2021 as Indulgências Plenárias.

Mas o que é Indulgência Plenária e como alcançá-la?

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica no seu parágrafo 1471, assim define:

§1471: “A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.”

Que é a Indulgência?

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem disposto obtém, em condições determinadas pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos”

“A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados”. Todos os fiéis podem adquirir indulgências (……) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos.

Nos parágrafos 1478 e 1479, temos a explicação do que é Obter a Indulgência de Deus mediante a Igreja:

§1478: A indulgência se obtém de Deus mediante a Igreja, que, em virtude do poder de ligar ou desligar que Cristo Jesus lhe concedeu, intervém em favor do cristão, abrindo-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai das misericórdias a remissão das penas temporais devidas a seus pecados. Assim, a Igreja não só vem em auxilio do cristão, mas também o incita a obras de piedade, de penitência e de caridade.

§1479: Uma vez que os fiéis defuntos em via de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo em favor deles indulgências para libertação das penas temporais devidas por seus pecados.

Já no parágrafo 1492 temos a orientação do como proceder:

§1492: Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e de que se lembra depois de examinar cuidadosamente sua consciência. Mesmo sem ser necessária em si a confissão das faltas veniais, a Igreja não deixa de recomendá-la vivamente.

O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos atos de “satisfação“  ou de “penitência“, para reparar o prejuízo causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios ao discípulo de Cristo.

Somente os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver podem perdoar os pecados em nome de Cristo.

Os efeitos espirituais do sacramento da penitência são:

  • A reconciliação com Deus, pela qual o penitente recobra a graça;
  • A reconciliação com a Igreja;
  • A remissão da pena eterna devida aos pecados mortais;
  • A remissão, pelo menos em parte, das penas temporais, sequelas do pecado;
  • A paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
  • O acréscimo de forças espirituais para o combate cristão. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua sendo o único meio ordinário de reconciliação com Deus e com a Igreja. 

Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório a remissão das penas temporais, consequencia  dos pecados.

Em outras ocasiões onde o Papa decretou o ano da Indulgência Plenária, tínhamos os seguintes passos a serem obedecidos pelo penitente para obtenção da reconciliação com Deus e com a Igreja:

  1. Fazer uma boa confissão com o sacerdote após minucioso exame de consciência;
  2. Participar da Santa Missa e receber o sacramento da Eucaristia;
  3. Rezar por intenção do Papa;
  4. Essa última etapa é subdividida em outras quatro, a escolha do penitente:
  5. Rezar o terço em família ou;
  6. Meditar por pelo menos quinze minutos sobre a Palavra de Deus ou;
  7. Participar da Via Sacra meditando em cada uma das estações ou;
  8. Fazer por meia hora a adoração ao Santíssimo Sacramento ou;
  9. Ir ao cemitério (por ocasião de finados) e rezar pela alma do fiel defunto escolhido.

No entanto, por estarmos neste ano por meio do Decreto da Penitenciaria Apostólica dedicado a São José, todas as ações praticadas em favor da obtenção da Indulgência Plenária, dizem respeito a situações que nos façam meditar e refletir sobre o chefe da Celeste Família de Nazaré, em favor da reparação dos nossos pecados perante Deus e a Igreja. Neste processo de reconciliação, mantem-se inalterados os itens 1, 2 e 3  mencionados acima. O quarto passo é descrito no Decreto Apostólico, e fica a critério do penitente a sua escolha. Recomendamos a leitura do Decreto por inteiro para melhor compreensão e entendimento para a obtenção da Indulgência.